Limpeza de calhas e telhado: o que conferir no prédio antes das chuvas
27/10/2026 · 5 min de leitura
Por que a calha é o primeiro lugar a olhar
Quando a infiltração aparece no teto do último andar, a procura começa pela laje e pela impermeabilização. Na maior parte das vezes, o problema é mais simples e está logo acima: uma calha cheia de folha, terra e musgo, ou um ralo com a grelha tampada.
A calha foi feita para levar a água até o condutor. Quando ela enche de sujeira, a água para, sobe pela borda e transborda para o lado errado: para dentro do rufo, para a laje ou para a parede. Com chuva forte, isso acontece em minutos. O estrago demora semanas para aparecer e, quando aparece, já virou mancha, bolha de tinta e gesso solto.
O que entra numa limpeza bem feita
Limpar calha não é só tirar folha com a mão. O serviço completo passa por:
- Calhas e rufos: remover folhas, terra, musgo e o que mais acumulou, inclusive no encontro da calha com a parede.
- Condutores e descidas: desobstruir os tubos verticais. É comum a calha estar limpa e a descida estar entupida no cotovelo.
- Ralos, grelhas e caixas de inspeção: na laje, na cobertura e no térreo. A água que desce precisa ter para onde ir.
- Telhado e cumeeira: retirar o que ficou preso entre as telhas e conferir se alguma está quebrada, deslocada ou com a fixação solta.
- Vedações: olhar o estado do silicone ou da manta nos rufos, nas chaminés e nas passagens de tubulação.
No fim, a empresa entrega um relatório com fotos de antes e depois e uma lista do que achou: telha quebrada, rufo solto, grelha faltando. Esse relatório é o que permite decidir o que corrigir antes de a chuva chegar.
Com que frequência
Não existe um número único. A frequência depende de duas coisas: quantas árvores há perto do prédio e a época do ano.
- O mínimo, para quase todo prédio, é uma limpeza antes do período de chuvas. Em São Paulo, isso significa entre setembro e novembro.
- Prédio com árvores por perto precisa de mais. Na época da queda de folhas, a calha enche em poucas semanas.
- Uma segunda limpeza no fim da estação das chuvas tira o que a água trouxe e deixa o telhado em ordem até o próximo ciclo.
A ABNT NBR 5674, que trata da manutenção de edificações, pede que cada sistema do prédio tenha uma rotina definida e registrada. Calha, ralo e cobertura entram nessa lógica: uma data no calendário, um responsável e um registro de cada visita.
A M5 limpa calhas, rufos e ralos, troca telha quebrada e entrega relatório com fotos.
O que conferir antes de contratar
Subir no telhado é trabalho em altura. Pela NR-35, trabalho acima de 2 metros exige treinamento específico, equipamento de proteção e um ponto de ancoragem ou linha de vida quando o telhado não oferece proteção. Antes de liberar a equipe, peça:
- os certificados de treinamento em NR-35 dentro da validade;
- como a equipe vai se ancorar no seu telhado, e se o prédio já tem pontos de ancoragem;
- o que acontece com o material retirado: ele precisa descer ensacado, não pela descida pluvial;
- se a empresa troca telha quebrada e refaz vedação na mesma visita ou só aponta no relatório;
- o prazo para entregar o relatório com fotos.
Quem contrata também responde pela segurança de quem sobe. Uma empresa que não sabe dizer como vai se ancorar não deveria subir.
Os sinais de que a limpeza atrasou
- Mancha de umidade no teto do último andar depois de uma chuva forte.
- Água transbordando pela borda da calha enquanto chove.
- Planta ou musgo crescendo na calha ou no telhado.
- Descida pluvial que não escoa ou que vaza na emenda.
- Poça na laje que demora mais de um dia para secar.
Qualquer um desses sinais pede uma visita antes da próxima chuva, não depois.
A conta que vale a pena fazer
Uma limpeza antes da chuva é uma visita com relatório. Uma infiltração é diagnóstico, reparo da laje, pintura e, muitas vezes, o apartamento ou a sala do último andar reclamando por semanas. A diferença entre as duas contas é grande, e a primeira é a única que dá para programar.
